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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sombras no rio

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... em tempo de "apagões" anunciados, ficam-nos os rios (nem que sejam de sons das palavras) e os poemas ... e os poetas e, sobretudo ... a vida!, que corre como um rio ... por vezes sombrio! (Quanto à tecnologia - a ponte propriamente dita - nada a declarar sobre os seus mais de 1.900 anos de vida ...).




Som
frio.

Rio
sombrio.


O longo som
do rio
frio.

O frio
bom
do longo rio.

Tão longe
tão bom,
tão frio
o claro som
do rio
sombrio!







(e o desafio continua ...)



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Foto: F.Reis(c)2010
Local: Chaves, Ponte de Trajano, sobre o rio Tâmega
Poema: "Rio na Sombra" de Cecília Meireles in OU ISTO OU AQUILO

Nota:. lê-se no "banner" deste blogue: ou isto ou aquilo - poemas de Cecília Meirelles musicados por Luís Pedro Fonseca e cantados por Lena d'Água em 1992 - as guitarras são do Mário Delgado.

De facto, é um bónus extra clicar nos títulos dos poemas e poder ouvir o som das palavras na voz de Lena d'Água.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Nevoeiro

1 Comentários
Porque está um frio "de rachar" e cai sobre as montanhas que rodeiam a cidade um nevoeiro espesso, que lembra o mar ...




Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo - fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora!

Valete, Frates





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Foto: F.Reis(c)2012
Local: Chaves
Poema: "Nevoeiro" de Fernando Pessoa in MENSAGEM, Terceira Parte - O ENCOBERTO: III - OS TEMPOS; Quinto - NEVOEIRO (10-12-1928) cit in http://www.historia.com.pt/

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ainda ... Poema

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Ave e seta como a luz
rasgando a bruma

Lume sob a cinza

Liberta asa
que o arco ainda tenso

abrasa




(ver o poema original aqui)





... e o desafio macroVEGETAL#11-Janeiro continua ...




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Foto: F.Reis(c)2012 - "espanta-espíritos"
Local: Bendafé
Poema: "Poema ainda" de Vieira Calado in http://vieiracalado-poesia.blogspot.com/


Post Scriptum:.

não pedi
autorização ao autor para expor o seu poema. É belo. E essa (a beleza) pertence a todos, sem restrições.

Obviamente que será retirado se (e quando), o verdadeiro autor assim o desejar.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sodade, frontán 'm tchorá

3 Comentários
Calhou ser na Póvoa ... até podia ser S. Tomé.
Vale o sentimento.
Porque se calou Cesária.





Num tardinha na cambar di sol
Mi t'andá na praia di Nantasqued
Lembra'n praia di Furna
Sodade frontán 'm tchorá

Mar é morada di sodade
El tá separá-no pa terra longe
El tá separá-no d'nôs mae, nos amigo
Sem certeza di torná encontrá

M'pensá na nha vida mi sô
Sem ninguem di fé, perto di mim
Pa st'odjá quês ondas ta 'squebrá di mansinho
Ta trazé-me um dor di sentimento

Mar é morada di sodade
El tá separá-no pa terra longe
El tá separá-no d'nôs mae, nos amigo
Sem certeza di torná encontrá








Continuo sem perceber porque é que se retiram vídeos desta grande artista (e de outros) pelo pretexto de "propriedade intelectual" e outros do género. Cesária e todos os artistas vivem do "calor" que é dado pelo público e este deveria ter o direito (num cenário de respeito pelo trabalho individual) de poder divulgar sempre os seus ídolos. A ver vamos quanto tempo é que este agora postado vai durar ...


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Foto: F.Reis(c)2011
Local: Póvoa de Varzim
Poema: "Mar é morada di sodade" de Armando Pina(?) celebrizado por Cesária Évora

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domingo, 11 de dezembro de 2011

Entre a Terra e o Céu

2 Comentários


Un papillon fou vole dans les airs,
Je m'accroche à ses ailes de miel,
Pour me poser de coeurs en coeurs
Entre la terre et le ciel!







Nota:. Quero acreditar que fotografei (por puro acaso) uma rara borboleta-azul (Maculinea alcon DEN. & SCHIFF.) uma espécie protegida em Portugal, com a maior colónia no Parque Natural do Alvão.



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Foto: F.Reis(c)2011
Local: Bobal, Parque Natural do Alvão
Poema: "Papillon fou ..." de David Myriam cit. in http://farandole.blogspace.fr/

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sinais

3 Comentários


Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?





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Foto: F.Reis(c)2011
Local: Chaves
Frase: Excerto do poema "Poema em Linha Recta" de Álvaro de Campos/Fernando Pessoa, cit. in
WWW.HIPOPTUGA.ORG (aconselha-se a ouvir a interpretação deste poema pelo pacman- o rapper, curiosamente retratado igualmente - o jogo - na imagem )
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Inscrição

4 Comentários

(...)

E por isso levito.
É bom deixar
um pouco de ternura e encanto indiferente
de herança, em cada lugar.

Rastro de flor e estrela,
nuvem e mar.
Meu destino é mais longe e meu passo mais rápido:
a sombra é que vai devagar.





Nota:. Este post é totalmente dedicado à minha amiga transcontinental, Lisete Costa que se vai ausentar da rede por uns tempos. Vou sentir falta da sua companhia e faço já a minha inscrição para o regresso do flor-de-lis ao activo. Que seja breve.




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Foto: F.Reis(c)2011
Local: Bendafé
Poema: "Inscrição" de Cecília Meireles in Poesias Completas, Volume II, Mar Absoluto e outros poemas. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1976, 2ª ed., p. 83. cit. in SIMPLICISSIMO
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domingo, 6 de novembro de 2011

Minha Rua

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A minha participação no desafio FLIMPO # 057 - Rua ...






Minha rua era tão minha
em sua simplicidade…
Não sei de onde é que ela vinha,
mas ia para a cidade.

(...)

guardei, porém, na lembrança
aquele encanto que tinha
a rua em que fui criança,
a rua que foi tão minha…




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Foto: F.Reis(c)2009
Local: Chaves, Feira dos Santos
Poesia: excerto do poema "Minha Rua" de Virgílio Moojen de Oliveira in BLOG DOS POETAS

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

POETAS E RIOS

4 Comentários

Os poetas
são feitos de sentimentos,
que tornam o rio
da vida,
ora calma,
ora tempestuoso...

Que a luz da vida
esteja sempre em teu olhar.





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Foto: F.Reis(c)2011
Local: Chaves, Quinta do Rebentão, se não me engano, um ganso chinês
Texto: um comentário de ALUISIO CAVALCANTE JR num post do blogue flor-de-lis que podia, muito bem, ser um poema. Evidentemente que o "colhi" por ser público.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

TRAVESSIAS

2 Comentários


Por uma ponte frágil
Que se desmancha ao meu andar
Por um tumulto de sentimentos
Alguns capazes de magoar...
Vou seguindo, com medo de cair
Com medo que o vento sopre forte
Tão forte quanto conseguir!
E assim, tome sua a minha sorte.
Na ponte vejo o Mundo
Que se abre debaixo dos meus pés
Sinto as estrelas pouco acima de mim
Posso tocá-las, uma de cada vez.
Continuo o caminho
Com as mãos sangrando de tanto me agarrar.
Olho para trás e não te vejo
Não sei quando paraste de andar.
Terás deixado vencer-te pelo Mundo?
Terás voltado para o seguro, o conhecido?
Não sou cobarde e vou em frente...
Mesmo que com isso te tenha perdido.



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Foto: F.Reis(c)2011
Local: Porto, Vista dos jardins do Palácio de Cristal
Poema: "Em Cima da Ponte" (17/07/2010) de Cláudia Fernandes cit. in SITE DE POESIAS
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

VOAR ...

2 Comentários


O que é voar?




É só subir no ar,
levantar da terra o corpo,os pés?


Isso é que é voar?
Não.


Voar é libertar-me,
é parar no espaço inconsistente,
é ser livre,leve,independente,
é ter a alma separada de toda a existência,
é não viver senão em não-vivência.


E isso é voar?
Não.


Voar é humano,
é transitório,momentâneo...


Aquele que voa tem de poisar em algum lugar:
isso é partir e não voltar.




Nota:. a imagem é a minha participação no desafio FLIMPO - tema #54: voo


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Foto: F.Reis(c)2010
Local: Póvoa de Varzim
Poema: "O que é Voar?" de Ana Hatherly cit. in POEMAS DESARRUMADOS

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

PONTE

3 Comentários


entre o agora e o agora,
entre o que sou e o que és,
a palavra ponte.

entrando nela
entras em ti:
a palavra liga
e fecha como um anel.

de um banco ao outro
há sempre
um corpo longo:
um arco-íris.
dormirei sob as suas cores.





Nota:. Este post é dedicado, em especial, ao Grifo Planante, que ainda não atravessou esta ponte!


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Foto: F.Reis(c)2011
Local: Chaves, a mais recente ponte pedonal sobre o Tâmega
Poema: "A PONTE" de Octávio Paz na versão de Pedro Calouste cit. in UMA CASA EM BEIRUTE

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

QUIETUDE

3 Comentários

Quietude estaciona no mundo
e torna a paisagem serena...
e transporta, por um segundo,
a alma, viva e plena,
para um universo perfeito
(...)



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Foto: F.Reis(c)2011
Local: Chaves, Jardim Público
Poema: fragmento do poema "Quietude" de Mirna M. S. Cardoso cit. in MILUZCINTILA

terça-feira, 4 de outubro de 2011

UM PONTO ... AFINAL

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(aquece-me hoje
a iridescência de ser
ínfima parte pulsante
num planeta à luz do sol)

saio de mim sem deter-me
em quezilices banais,
em valores de julgamento,
em crises interplurais,
em dores de ressentimento
(ou dolorosos sentimentos),
em águas superficiais,
em sabões de polimento:

e sou bola de sabão,
subo além das sete cores,
conquisto um ponto no espaço
que me clarifica a visão
e justifica o cansaço
de tantos ódios e amores...

do alto,
lá bem do longe,
somos só iridescências
se a luz nos toca a azul...

no fundo,
lá bem do alto,
somos um ponto final.






Nota:. a foto de cima é a minha participação no desafio FLIMPO#52 - Interior


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Foto: F.Reis(c)2011 - um rebordo de bacia iluminada pela luz de uma lua quase cheia
Local: Bendafé
Poema: "Ponto Final" de Sterea, cit. in LUSO-POEMAS

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sábado, 1 de outubro de 2011

UM DIA MAIS

3 Comentários
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Mais um dia
Um dia diferente
Mais igual
Queria fazer tanto...
E não faço nada
Queria partilhar
E nada partilho
E o mundo...
Assusta-me...
Sinto que ao meu redor
Tanto se sofre...
E gostava...
De ter uma varinha
Varinha de condão...
E ver toda a gente a sorrir...
Mas quero...
Penso...
E sonho...
E vem a realidade...
Acordo e...
Foi apenas mais um dia...
E o amanhã continua igual!...


Link
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Foto: F.Reis(c)2011
Local: Chaves
Poema: "Um dia Mais" de LILI LARANJO, cit. in Social Networking by Echo de um post do blogue NEGATIVO DIGITAL

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

RUMOS

2 Comentários
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Uma imagem e um poema para as verdadeiras, que já partiram.





os sons, leva-os o vento norte.
mas há um frio que me percorre as penas.
por isso, meu amor,
rumo a sul, onde brilham os teu olhos.

Que me mate o sol,
inundando-te de luz.




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Foto: F.Reis(c)2011
Local: Peniche, V Feira Internacional de Artesanato - espanta-espíritos exposto no Pavilhão da China
Poema: excerto do poema"Dizem que hoje morreu uma andorinha..." de Alexis cit. in LUSO-POEMAS
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

DOMINGO DE FLORES: hera

4 Comentários
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Tuas mãos, invadem-me,
como a hera que trepa segura,
pelo tronco da árvore,
feita de muitas primaveras,

Tuas mãos enrolam-se,
tuas mãos agarram-me,
eu deixo-me ficar,
assim, perdida no meio delas...

Colo-me em teu abraço,
aproveito o que me resta,
quando morta de cansaço
me entrego sem folgo,
e em teu corpo, de novo, me revelo...

Levo-te suspiros gritados,
nesta voz que se diz,
feita a dois tons,
de nossos corpos entrelaçados.

Quero que sejas a minha árvore.
Eu, sou a tua hera trepadeira.



Heradeira, hereira, aradeira, hedra, hera-dos-muros, trepadeira ou hera-trepadeira, são outros nomes comuns pelos quais é conhecida esta planta (Hera helix L.), uma trepadeira da família das Araliaceae e natural da Europa (Central e Ocidental).


Como boa trepadeira que é (com o caule a poder atingir os 30 m e ramos lenhosos, muito longos, delgados e flexíveis que se elevam), geralmente cresce apoiando-se noutras plantas, por meio de raízes laterais aéreas, sendo o seu habitat natural as sebes, muros e árvores, ou cobrindo o chão de matas em locais húmidos.



O pormenor paisagístico mais interessante nesta espécie é, sem dúvida alguma, as suas folhas, que são simples, persistentes, verde-escuras, brilhantes, coreáceas, alternas, lobuladas ou cordadas na fase juvenil a inteiras quando adultas.


Por seu lado, as inflorescências são pequenas umbelas esféricas com flores hermafroditas, amarelo-esverdeadas que florescem de Setembro a Outubro.



Apesar de trepadeira, não é uma espécie parasita, ficando ao critério de quem a usa ou vê, considerá-la como uma boa ornamental ou um "diabo" que detriora paredes e invade o solo ...


BOM DOMINGO DE FLORES PARA TODOS

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Fotos: F.Reis(c)2010 e 2011
Locais: Bendafé, Chaves, Vila Nova e Vila Real
Texto: adaptado de WIKIPEDIA
Poema: "Tuas Mãos" de Beatriz Barroso cit. in LUSO-POEMAS

Nota:. nestas imagens percebe-se de onde saiu e a que pertence a MACROvegetal do post anterior.

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

UMA FLOR

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Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor!



Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.

:Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!

As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!

Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algLinkumas dessas linhas, ou todas.

Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!


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foto: F.Reis(c)2011, uma dália (ou dahlia, se preferirem) muito especial
Local: Bendafé
Poema: "A Flor" de Almada Negreiros, encontrado no sítio AS TORMENTAS

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terça-feira, 26 de julho de 2011

AQUELE ABRAÇO!

5 Comentários
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Há momentos...
Em que um abraço...
Vale muito... muito mais...
Mais do que qualquer fortuna!
Porque a verdadeira riqueza
Está na simplicidade de um abraço
Naquele momento...
... em que a alma mais precisa!






Nota:. este post poderia intitular-se "um tutor com muita ... luz!" - seria igualmente adequado! Que o diga esta Gingko biloba L. que, à falta de melhor companhia, se "encostou" a este poste de iluminação.

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Fotos: F.Reis(c)2011
Local: Chaves, Parque Urbano
Poema: "Abraço" de Cleo cit. in LUSO-POEMAS

quarta-feira, 20 de julho de 2011

SE TU FORES VER O MAR

1 Comentários
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Lembrei-me da "Rosalinda" do Fausto, que não me saiu da cabeça o dia todo ...

Rosalinda
se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
...

(espero que nunca se cumpra o resto da canção)

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Foto: F. Reis (c) 2011
Local: Praia de Ofir

Poema: Parte da canção "Se tu fores ver o mar (Rosalinda)" de Fausto Bordalo Dias
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