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domingo, 3 de outubro de 2010

DOMINGO DE FLORES: tamargueira

4 Comentários
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porque há sempre uma flor que nos diz mais do que as outras ...

... e não há (no meu entender) melhor maneira de entrar por Outubro "adentro".


flores de Cedro-do-sal ou Tamargueira (Tamarix parviflora DC)
fotografados na Bendafé em Abril de 2006



BOM DOMINGO!
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tamarix no Curral

2 Comentários


A brisa fresca desta hora da manhã (9:00h, mais coisa menos coisa) leva-me, não sei bem porquê, à aldeia da Bendafé (à árabe Abendinfer) no Concelho de Condeixa-a-Nova, em Coimbra, mais especificamente à Escola, a única que o lugar conheceu e onde se ensinaram gerações inteiras entre levas de lenha para a Senhora Professora e perfilares de miudos a cantar o Hino Nacional.

[Escola da Bendafé e Tamarix parviflora em 30.05.2009]

O principal motivo, descubro eu mais tarde, é uma planta, uma Tamarix parviflora que, nesta altura do ano se encontra verde azeitona e despenteada, cheia de novas folhinhas (assumindo uma coloração rosada - primeiro muito clara e depois forte - na Primavera/Verão) e que lá se encontra há mais de 40 anos, resistente incólume ao passar do tempo (o mesmo bandido que a Susana Félix anuncia na letra da sua canção mais conhecida).

[Escola da Bendafé, Tamarix parviflora e parte do Parque Infantil em Abril de 2008]

[Tamarix parviflora e o autor das fotos em Abril de 2008]

O mais interessante nesta história é que foram aqueles mesmos miudos que numa tarde de Março (não uma qualquer mas precisamente aquela em que se anuncia a chegada da Primavera e, já agora, se relembra que Portugal é um País de Florestas, com um "F" grande sim senhor), a plantaram, numa cerimónia oficial, como deveriam sempre ser todas as que envolvem a plantação de novas plantas.

Não é por nada mas não fora o acaso de umas eleições dessas que acontecem por aí terem dado ao local telhado (e interior) novo e um pequeno parque infantil (4 equipamentos, 1 piso e uma cerca), que se enche novamente de miudos no Verão, especialmente nos dias de festa, que aquele seria o único ser vivo (à escala do homem ...) a ocupar hoje esse mesmo espaço, como acontece em míriades de espaços idênticos neste País de brandos costumes e de bem acostumadas gentes.

Melhor prova não há que o homem, mesmo sem querer, consegue com a sua acção, prolongar sinais da sua presença no tempo, moldando e orientando os elementos naturais à sua volta.

Bem, não tenho a certeza quem é que, de facto, molda quem. Tenho mais certezas em relação a dois aspectos em particular; um: a planta está lá muito bem, reflectindo a passagem e as diferentes escalas do homem e dois: não percebo nem gosto é do nome que, vá-se lá saber porquê, é ...


NOTA: Este post é dedicado à Carmo e ao Miguel que no dia 30 de Maio de 2009 "plantaram" no altar de Vila Seca a Tamarix das suas vidas. Felicidades.


Post Scriptum:

Hoje mesmo fiquei a saber que a Escola vai albergar (com inauguração a 6 de Junho) um pequeno museu etnográfico onde serão expostos objectos e artefactos relacionados com a vivência e a história da aldeia.
Os meus parabéns à Comissão que a representa na Junta de Freguesia. Este é, sem dúvida, um caminho (um passinho mais) para a recuperação total e funcional do espaço.



Links:

1. Classificação botânica da Tamarix parviflora pelo Herbário da UTAD
2. Género Tamarix na base de dados da Flora Europaea
3. Tamarix na colecção de Mediterrânicas Calcícolas do Jardim Botânico da UTAD
4. Mapa de localização das colecçõres do Jardim Botânico da UTAD
5. Mapa de distribuição no território continental da Tamarix parviflora

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