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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Amanhã

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Não sei se alguma coisa terá a ver o fim do COP15, a maior conferência realizada até hoje (dizem) mas vêem-me à cabeça, em catadupa, duas ou três musicas adequadas (do meu oponto de vista), a saber: "amanhã" de Luís Portugal, quase "à Capella" e que termina num fantástico "na...na...na...na"; parte da letra de uma canção dos Rádio Macau que diz textualmente que "amanhã, pode ser tarde demais" e, em remate, o "até quando" de Gabriel, o Pensador.

E se é certo que o COP15 vai terminar numa grande apoteose de gasto, custo e desperdício (como se alguém acreditasse ainda que na diplomacia e política internacional para resolver problemas Humanos), também é verdade que a partir de amanhã começa o resto do tempo que falta para se fazer alguma coisa pelo ambiente, pela Terra, pelo Homem e, consequentemente, por nós próprios.

O sismo de 6.1 na escala de Richter ensina-nos alguma coisa? Talvez que nunca é tarde nem para o desastre, nem para os milagres. O que já é hora é de perceber que a "treta" do global e afins começa mesmo é dentro de cada um de nós.

E não foi sempre assim?

Fica a imagem inicial, que retirei do sítio oficial da conferência patrocinada pelas Nações Unidas e este link para a página que reflecte (pela voz do ministro da energia e do clima dinamarquês) sobre as consequências esperadas para os próximos tempos.

(Nota:. a ligação indicada contém a devida referência bibliográfica)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Miró, o profeta do COP15.COPENHAGEN?

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Joan Miró - Homem e Mulher perante Um Monte de Excrementos (1936)

Não sei bem porquê, mas cada vez que ouço o que se vai dizendo da Cimeira que decorre em Copenhaga, mais me parece que (para além da música que se pode ouvir no post aqui em baixo) profético vai sendo mesmo o panorama final que se começa a desenhar, razão pela qual ilustro este desabafo/pensamento com aquele famoso quadro de Joan Miró.

Curiosas são as palavras do próprio autor sobre a obra, que transcrevo tal como lhe são atribuídas no livro de onde retirei ambos (imagem e texto):

"(...) Tinha a sensação premonitória de um desastre eminente (...) era mais uma sensação física que moral (...) pressentia que ia dar-se uma grande catástrofe, mas não sabia qual (...)"

in MINK, J. (2003). Miró. Col. TASCHEN em Ed. Exc. Jornal Público, pg. 63

Espero evidentemente que nada disto se concretize.

Fica o quadro, que dá que pensar.

Nota Final:. Eu sei que o texto se refere originalmente à Guerra Civil espanhola e à Segunda Guerra Mundial. O desastre nesta cimeira pode trazer, na minha opinião, consequências potencialmente mais negativas e nefastas para a raça humana. E é isso que me importa.

sábado, 5 de dezembro de 2009

A Hard Rain's A-Gonna Fall (c)

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Esta foi a canção que Bob Dylan escreveu e compôs em 1963 e que foi escolhida como hino da Cimeira de Copenhaga, que discute nestes dias umas coisitas assim ... como ... o FUTURO DA TERRA E DA HUMANIDADE ... como dizia, coisitas sem grande importância, pelo menos para alguns.

Fica a interpretação do autor (vídeo acima), a letra (retirada do site do autor) e, para os que querem aprender a tocá-la, os acordes para guitarra e piano.

Só espero é que não se demorem outros quarenta e tal anos a perceber que esta letra (que foi composta noutro contexto) retrata bem o que se vai passando no nosso planeta hoje (e até já li por aí quem a designe de profética).

É a maneira certa de começar este Dezembro. Com esperança.


segunda-feira, 25 de maio de 2009

EXCELENTE !

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O que dizer depois da "chávena" arrumada (e refiro-me apenas aos dois últimos dias de actividades da Semana "A Floresta na Cidade", nomeadamente ás actividades do dia 22, dedicado à temática "a árvore na cidade" e do dia 23 dedicado aos 49 anos de aprendizagem com a natureza)? Fica o resumo possível.

sexta-feira 22.05.09 - O painel



Com a moderação da Arqª Paisagista Sofia Barrias, teve qualidade garantida pela presença dos Prof. Doutores Nuno Moreira e Luís Miguel Martins bem como do Dr. Manuel Martins, na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Vila Real.

Sexta-feira 22.05.09 - Os oradores



Uma delícia (música para ouvidos paisagistas), ouvir/(re)ver a Arquitecta Paisagista Laura Costa, que realçou a necessidade urgente que temos todos de repensar o espaço urbano nas suas diversas vertentes, entreabindo-se uma porta do futuro com o anunciado regresso ao naturalismo e a reconquista de novos espaços de intervenção, como as hortas citadinas (que Gonçalo Ribeiro Telles vem há anos defendendo para a sua Lisboa).

Interessante, a intervenção dos colegas da Câmara Municipal de Lisboa/ISA que alertaram (pelo menos a mim) para várias "tendências" que raramente consideramos em fase de projecto, e a que deveríamos estar mais atentos, como por exemplo o facto de, nos jardins estudados em Lisboa - 31 - se identificarem cerca de 46 famílias botânicas - 58% das quais correspondentes a espécies persistentes - e faço um parênteses para referir um dado do estudo do colega do 3º ano de eng. florestal, que participou nestes trabalhos, sobre o sequestro de carbono - no meu entender uma excelente "desculpa" para reforçar a intervenção paisagista nas nossas cidades - referindo ele os géneros Platanus e Celtis como bons sequestradores de carbono.



E o que dizer da intervenção do colega Engenheiro Florestal (Professor Doutor) e amigo, Luís Martins, que arrancou os aplausos mais fortes com a frase "deixem as árvores serem livres, não as podem!" e nos lembra que, dos estudos que foram feitos em Vila Real sobre que árvores tem esta cidade, 70% delas recai em seis espécies de crescimento rápido (dos géneros Tilia, Platanus, Populos e Quercus).



Muito bom, o remate final da Arquitecta Paisagista Isabel Mata Torres que discutiu e nos levou a pensar em Projecto (de Arquitectura Paisagista, principalmente), do ponto de vista de quem é responsável pela manutenção (conservação não criativa e repetitiva) dos espaços verdes construídos, e sempre em função do tempo - que em todas as fases é um factor de projecto: planeamento, desenho, implementação e manutenção, entenda-se, com conceitos e regras bem definidas.

(Excelente o grafismo utilizado na apresentação!)

Sábado 23.05.09 - O painel



Marco este, para mim, como sendo o dia em que o CIFAP (Departamento de Ciências Florestais e Arquitectura Paisagista) efectivamente nasceu. E isto diz quase tudo.

Bom, mas se o Professor Doutor Luís Fernando Torres de Castro e o Professor Doutor Carlos Pacheco Marques nos relataram o que foram os inícios, os percursos desde então e as perspectivas futuras das duas áreas agora irmanadas (e não resisto a afirmar que pertenço a ambas por direito conquistado!), os representantes das diversas vertentes do Departamento apresentaram, por seu lado, as actividades principais desenvolvidas e a desenvolver em cada um dos seus sectores.

E sobre o Prof. Torres de Castro tenho que partilhar o seguinte facto observado, de cariz deliciosamente paisagista: Chegado ao local das comemorações (a horas, como eu e mais outra colega, e mais ninguém!), e depois de estacionar o seu carrito, dirigiu-se à porta principal, passando por um canteiro de Pachysandra sp., junto ao tanque (vazio) de água. Seria normal para qualquer um de nós, admirar de passagem o aspecto fresco e verdejante daquele coberto perene, mas a ele, isso não bastou. Deteve-se, percorreu todo o espaço com os olhos e com as mãos, descobrindo e arrancando (não completamente, confessou-mo mais tarde) pela raiz uma jovem plantinha de Acer pseudoplatanus que ali (por uma razão de escala e objectivo) seria sempre uma infestante.

É de Paisagista ou não é?. É.


Sábado 23.05.09 - O debate



Moderado pelo Prof. Doutor João Bento, o momento foi importante mas deveria ter a presença obrigatória dos mais notados ausentes - os alunos - uma vez que reflectiu o percurso de alguns ex-alunos dos três cursos em questão nesta comemoração - Engenharia Florestal, Arquitectura Paisagista e Ecologia Aplicada, todos, sem excepção, poderiam servir de exemplo de oportunidades criadas, tidas e/ou aproveitadas para as gerações mais novas. Acrescento que quase todos os oradores foram meus colegas de curso, nos saudosos anos 80.

Sábado 23.05.09 - Foto de Família

Tem que ter esse mesmo nome pelas razões já expostas. Pena foi que muitas raízes desta Senhora Árvore não tenham podido estar presentes (assim por alto, e entre os antigos alunos de Arquitectura Paisagista éramos para aí uns bons cinco elementos a que se juntam outros tantos ex-alunos, actuais docentes! Claro, que entre a malta florestal houve mais presenças de várias gerações que passaram pela "casa-mãe").

Não se esqueçam é de pedir uma foto ao Miguel, o fotógrafo de ocasião.

- Apanhaste-nos a todos? Ai de ti que eu não esteja lá! Não te deixo ir ao Encontro de Julho (e já sabes bem o que vais perder) :)

Sábado 23.05.09 - o Jantar

Depois das entradas, ah Simone, Simone, mesmo com elas já com 2/3 anos de congelador e algumas com sinais evidentes de doença prolongada (calma, que estou a ironizar!), as trutas estavam divinais, e isto já para não falar na vitela e no puré, que se seguiram, bem como da bavaroise de morango e da outra coisa amarela (leite creme?), que acabei por não provar. Tudo regado com bom vinho, gaita-de-foles e um cafezinho em chávema-brinde personalizada do Departamento.

O fim-de-festa, deu-se entre malta Florestal até horas bonitas da manhã seguinte, na Ponpeia do Pioledo, em pura e franca confraternização (parabéns mais uma vez Carlos - o de Amarante, claro!) entre dois ou mais alguns copos de cerveja.


E VIVA A ENGENHARIA DO PAU!


Post Scriptum:


No final do dia recebi uma "velha novidade", que tenho que partilhar: o meu estágio curricular em Engenharia Florestal, entregue em 1995 e eleborado no (então) Instituto Florestal - Delegação de Vila Real, resultou num projecto de arborização que, entretanto foi CONCRETIZADO. No mínimo, em termos florestais e profissionais, fui Pai (apesar de ausente e de tardiamente o saber) de uma série de "meninos" que estão neste preciso momento a crescer - e bem, se bem me informaram (preparem o jipe que eu vou mesmo lá ver isso!).

Fica registada a minha enorme alegria, mesmo que ninguém consiga nunca perceber o que aquele facto significa para mim.

E fica aqui um slideshow curtinho com algumas imagens.


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