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sábado, 26 de setembro de 2015

Chaves. Porque as paisagens também se atravessam

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Atravessa esta paisagem o meu sonho dum porto infinito
E a cor das flores é transparente de as velas de grandes navios
Que largam do cais arrastando nas águas por sombra
Os vultos ao sol daquelas árvores antigas...





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Excerto do poema "Atravessa Esta Paisagem o Meu Sonho" de Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'

terça-feira, 10 de junho de 2014

10 DE JUNHO

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Mais um dez de Junho. E o D. Afonso continua com a espada erguida, como quem avisa que não está ali para brincadeiras . . . e não há "treco" que o abale!

Aqui também há Portugal, comunidades e nem o Camões faltará à festa.

domingo, 27 de outubro de 2013

Porque hoje é Domingo

5 Comentários





O ar está cheio de murmúrios misteriosos   
   E na névoa clara das coisas há um vago sentido de espiritualização ...






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F.Reis(c)2013 | Chaves, Poldras
excerto do poema "Místico" (1933) de Vinicios de Moraes in www.viniciusdemoraes.com.br

domingo, 20 de outubro de 2013

Paisagem

3 Comentários

... Atento ao que eu sou e vejo, ... Sou minha própria paisagem, ... Não sei sentir-me onde estou.





Pouco mais haverá que acrescentar à perfeição que nos "bate de frente", impressa no exterior de um muro de escola, num dia particularmente cinzento onde, por mero acaso (ou talvez não), até os excertos aparentemente desconexos fazem sentido. Retenho, por motivos óbvios, a frase do meio: Sou a minha própria paisagem! Porque é isso mesmo que as paisagens sempre foram, são e serão: pedaços de cada um de nós (sendo certo que este "nós" vai muito mais além do horizonte dos humanóides).

[... mas a culpa é, quiçá, do cinzento do dia que não me permitiu ver o verde que ainda persiste em algumas folhas.]




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 F.Reis(c)2013 | Chaves, Largo da Lapa
graffiti com uma frase do poema "Não sei quantas almas tenho" de Fernando Pessoa cit. in Instituto Camões

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Árvore da vida

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"Ama, chora, sorri, abraça, cai e levanta-te, vive e faz amigos, constrói a tua árvore da vida, que nas 4 estações será sempre o Amigo que caminhará a teu lado!"







Não podia concordar mais. Nem com isso nem com o facto de a minha cidade estar esplêndida. E esse parece-me ser motivo suficiente para acreditar.

Aproveito esta postagem (708ª) para dar as boas-vindas a mais uma seguidora (Ana Neri), como poderão constatar aqui no ladinho.

Obrigado.



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Foto: F.Reis(c)2013
Local: Chaves
Texto: Excerto do poema "ÁRVORE DA VIDA!", original de Firmino César Gonçalves cit. in Alma ou poeta, do mesmo autor.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

ESPAÇOS

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"A cidade não é a solidão porque a cidade aniquila tudo o que povoa a solidão.

A cidade é o vazio."



Quem, no final, ganhará a batalha dos espaços?



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Foto: F.Reis(c)2013
Local: Chaves
Texto: Citação atribuída a Pierre La Rochelle, AQUI

domingo, 6 de outubro de 2013

Minha cidade

2 Comentários
Porque hoje é domingo. E ela está linda.
E, parece-me, não haver melhor poema que a defina que o odor das flores que a ornamentam.
É nelas que residem as chaves da felicidade.
BOM DOMINGO.







 

domingo, 21 de abril de 2013

Verde frescura

1 Comentários

Um rasgo de verde e de frescura. Hoje. Em Chaves.

Bom Domingo ... com flores!




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Foto: F.Reis(c)2013.04.21
Local: Chaves, Rio Tâmega

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

CORES

3 Comentários


"Para desenhar o dia
é necessário um monte de cores
um arco e uma flecha para os pincéis
tocarem a música do violino"





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Foto: F.Reis(c)2012
Texto: Excerto do poema PARA DESENHAR O DIA de Vieira Calado in http://vieiracalado-poesia.blogspot.pt/

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Cavalo

1 Comentários

"Galopamos pela vida como artistas de circo, equilibrados em dois cavalos que correm lado a lado a toda velocidade - com um pé sobre o cavalo chamado 'destino', e o outro sobre o cavalo chamado 'livre arbítrio'. E a pergunta que você precisa fazer todos os dias é: qual dos cavalos é qual? Com qual cavalo devo parar de me preocupar, porque ele não está sob o meu controle, e qual deles preciso guiar com esforço concentrado."

 



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Foto: F.Reis(c)2012
Local: Chaves - Estátua do General Silveira, Forte de S. Francisco
Texto: Frase atribuída a Elizabeth Gilbert cit. in http://pensador.uol.com.br/

domingo, 10 de fevereiro de 2013

DOMINGO DE FLORES: maravilhas

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Maravilhas ... teria sido a resposta certeira ao desafio macroVEGETAL#22 - Dezembro de 2012.


 



Belas-noites, jalapa (jalapa-falsa ou jalapa-do-mato), boa-noite (ou bela-noite), bonina, maravilha-de-forquilha, batata-de-purga, pó-de-arroz, erva-de-santa-catarina, balsamina, beijo-de-frade ou ainda flor-de-quatro-horas são os nomes comuns da Mirabilis jalapa L. (e podiamos ficar a tarde toda a revelar outros como Clavillia, four-o’clocks, jalap, maravilla, bonita, a’bbass, beauty of the night, belle de nuit, bella di notte, buenas tardes, bunga pukul empat, dondiego de noche, false jalap, flower of a’bbas, gecesefase, geje safa, gulabbas, gulbank, gulbas, isabelitta, morning rose, marvel of Peru, nodja, noche buena, numera, pathrachi, sanji phuli, segerat, slavelilla, tiare moe, tzu mo li, ubat jerawat, zi mo li, entre outros), uma planta herbácea de porte arbustivo e perene (que atinge uma altura de cerca de 90 cm a 1 metro), rústica, de caule erecto e raiz grossa, da família das Nyctaginaceae.

M. Jalapa L. na bordadura de um caminho


Na designação actual o género deriva do latim Mirabilis (maravilha, maravilhoso ou admirável) e a espécie adopta a palavra Jalapa que é o nome de cidades em Guatemala e México (apesar de se acreditar que a planta tenha sido exportada a partir dos Andes Peruanos, cerca de 1540).

Descrita pela primeira vez em 1753, trata-se de uma planta ornamental nativa das regiões subtropicais das Américas, principalmente do Sudoeste da América do Norte, tornando-se naturalizada em todas as regiões tropicais e regiões temperadas, que gosta de exposição solar total para o seu desenvolvimento.





As folhas são opostas, pecioladas e membranáceas e as suas flores são vistosas, de coloração variada (amarelas, brancas ou avermelhadas) e nascem nas partes terminais dos ramos, com florescimento pleno no verão, tendo como principal característica o facto de "abrirem" preferencialmente, após o por-do-sol, "fechando" pela manhã e exalando um perfume suave e adocicado (sendo o principal motivo para a presença frequente de mariposas de língua longa da família Sphingidae e outros polinizadores nocturnos atraídos pela fragrância).

 
  

primeiras folhas dos novos rebentos

  

segundas folhas


 


Outro aspecto muito comum e curioso nesta planta prende-se com o facto de, no mesmo pé (como se pode ver nas diferentes fotos apresentadas), podermos encontrar flores de diferentes cores e, mesmo em flores isoladas, podermos encontrar manchas de cores diferentes. Encontrámos ainda algumas referências à possibilidade da mudança de cor das flores à medida que amadurecem.




Os frutos são rugosos e de cor escura (preta na maioria dos casos), esféricos, de aspecto algo semelhante à pimenta-do-reino (com a devida ressalva que no caso das maravilhas, os frutos, bem como as raízes, são considerados venenosos, devido à presença de substâncias neuro-tóxicas - um grande "senão" desta "bela"!).













Não tendo preferência quanto ao solo, necessita de clima quente e seco, pelo menos numa parte do ano e, normalmente, a propagação desta espécie faz-se por sementeira ou replicação de raízes (colhidas após a decumbência da parte aérea, nos climas - como o nosso - em que se verificam geadas frequentes).


Pelo que nos foi dado a observar directamente, outro aspecto interessante prende-se com a grande dificuldade de, uma vez instalada, eliminar esta planta (pelo menos fora da estação fria, quando a parte aérea entra em decumbência). Conjugam-se dois factores que, para a planta, são uma mais-valia reprodutiva: uma grande facilidade de destaque entre a parte aérea e a raiz (esta sim, de difícil remoção) e o facto de ser extremamente difícil efectuar esta operação sem que se espalhem pelas cercanias a maioria dos frutos maduros. É por este motivo que pensamos que a sua aplicação em projectos de natureza paisagística deve ser feita de forma cuidadosa e controlada, uma vez que notámos a tendência para, muito facilmente, esta planta se tornar numa infestante - o que pode ser vantajoso e até desejável, mediante as circunstâncias particulares de cada projecto - não o sendo de todo na maioria dos casos.

Em termos puramente paisagísticos destacamos como muito interessantes aspectos como a forma das suas folhas e dos seus frutos e, obviamente (sem nos esquecermos nunca do seu odor fragrante adocicado que atrai mariposas nocturnas), a coloração variada das suas flores e o facto de poderem ocorrer vários tons ou cores, ou misturas de cores, num só pé de planta, que tem por hábito a plena floração depois do por-do-sol. E recomendamos o seu uso em maciços (de preferência variados) e em canteiros de bordadura.

É ou não é uma maravilha?


BOM DOMINGO DE FLORES PARA TODOS!




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Fotos: F.Reis(c)2012
Locais: Chaves, Bendafé, Vila Nova, Vila Real
Texto adaptados de vários autores
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maravilhas na rede:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mirabilis_jalapa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mirabilis
http://www.jardimdasideias.com.br/biblioteca-de-especies/67-mirabilis_jalapa
http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/maravilha.html

Para finalizar, um vídeo - um dos muitos que poderão encontrar na rede - que mostra precisamente a abertura nocturna da flores da Mirabilis jalapa L. (variedade com as flores de um púrpura belíssimo) :

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Outono em Chaves

3 Comentários
  É hoje. Precisamente ás 11h11min!
 (dizem ...)


[clicar para aumentar]




Sim.
Parece que hoje é o dia (oficial) da entrada do Inverno ou, por outras palavras, o dia do ano em que a noite tem uma duração mais longa que o dia. O tal que, ele próprio, começará a partir de hoje a "crescer", dando a pagã sensação que a luz começa, desde já, a vencer a eterna luta com a escuridão ...
 ... e dizem ainda os antigos Maias (e disseram-no um pouco antes dos romanos começarem a amontoar pedras em ponte, para construir a outra que não aparece nesta foto, a de Trajano) que é hoje mesmo que o mundo acaba, por vias de um qualquer cataclismo dramático e brutal que varrerá tudo em seu redor ...

... deliciosas "solestíces"!


Por mim, vou celebrar a chegada oficial do frio (do gelo e da neve) com um café e duas trincas num pastel-de-chaves que, dizem, no passado dia 14 de Novembro viu reconhecido o seu registo, a nível nacional, como indicação geográfica, através de publicação no Diário da República - coisa fina! ... e aposto que o Tâmega continuará tranquilamente a sua viagem ...





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Foto:F.Reis(c)2012
Local: Chaves

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Outono em Chaves

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"... nossa existência é transitória como as nuvens do Outono"






 
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Foto:F.Reis(c)2012
Local: Chaves
Texto: Citação atribuída a Gautama Buda

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Outono em Chaves

2 Comentários



"O Outono derrubou minhas pétalas, porém não destruiu o meu aroma ... "




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Foto:F.Reis(c)2012
Local: Chaves
Texto:
Citação atribuída a Sander cit. in http://pensador.uol.com.br/

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Outono em Chaves

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a água murmura lenta
vai e não volta mais
e a minha saudade aumenta




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Foto:F.Reis(c)2012
Local: Chaves
Texto: Excerto do poema "Debaixo da Ponte" de Natália Nuno Rosafogo in http://nataliacanais.blogspot.pt/

domingo, 16 de dezembro de 2012

Outono em Chaves

0 Comentários


continua belo e bem vale uma visita regular, nem que seja para ver o seu tricentenário cedro, provavelmente o ser vivo mais antigo desta cidade.





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Foto:F.Reis(c)2012
Local: Chaves, Jardim Público

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Outono em Chaves

1 Comentários

 Aqui onde se espera
- Sossego, só sossego








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Foto:F.Reis(c)2012
Local: Chaves
Texto: Excerto do poema "Aqui Onde se Espera" de Fernando Pessoa in 'Cancioneiro' cit. in http://www.citador.pt/

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Outono em Chaves

1 Comentários
 

mil novecentos e tal anos de vida. contínua. e continua funcional. harmoniosamente bela. por outro lado, os guindastes, que parecem assentar arraiais na sua estrutura, aparecem na imagem só para anunciar que vão de vento em popa as obras da futura Fundação Nadir Afonso, cuja arquitectura, brevemente, fará parte da paisagem flaviense, na margem direita desse Tâmega que teima, placidamente (quando lhe apetece), em passar debaixo dela. da de Trajano.

durará a futura tanto tempo assim? assim espero. Nadir que (em 1965), deixou de lado o artista-arquitecto  para assumir o artista-pensador-pintor-escritor-artista, merece. e Chaves (ás vezes) também.







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Foto:F.Reis(c)2012
Local: Chaves
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