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terça-feira, 30 de novembro de 2010

COMO É?

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Primeiro, ainda não percebi qual foi a ideia ... que espero ser peregrina e perder-se num deserto qualquer longe daqui.


Fachada do Centro Comercial Charlot em 23/10/2010

Fachada do Centro Comercial Charlot em 30/10/2010


Fachada do Centro Comercial Charlot em 28/11/2010



Depois ... não percebo porque se idealizou, concebeu, aprovou e instalou ISTO...




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Nota:. Para os mais distraídos recomenda-se um olhar demorado nas palavras "Charlot", "Esteticista", "Imobiliária" e "Papelaria"
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domingo, 6 de junho de 2010

DOMINGO DE FLORES: oliveira

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Flores de Oliveira Olea europaea L. na Rua do Olival - Chaves



Simples. Efémeras. Resistentes.

Se calhar como todos nós precisávamos de ser.



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sábado, 13 de março de 2010

EM TONS DE ROSA ...

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Bergenia cordifolia (bergénia ou chá da Sibéria) nos canteiros da Rua do Olival, em Chaves



... como todos os sonhos (dizem-me) devem ser.


? e haverá melhor "tom" para se entrar num dia/fim-de-semanA



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Fonte: [Wikipédia]
Fonte: [Flora Digital de Portugal - Herbário da UTAD]

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A APANHA

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|apanha de azeitona na rua do olival: foto de FR


Começou a apanha de azeitona das oliveiras da "Rua do Olival" em Chaves.

Pessoalmente o que mais me importa nem é quem as vai consumir (porque eu sei que alguém o fará certamente - do fruto e do que dele resulta) mas a ideia interessante que a objectiva capturou ás 09:53h da manhã que é a de que se reforça o sentimento que é de todo impossível manter um aspecto paisagista (seja ele uma planta ou um conjunto delas ou ainda um pormenor, um equipamento, um sentimento, uma vivência) num determinado espaço (público ou privado) sem usufruto nem manutenção.

Aqui há dos dois.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Rua do Olival

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Entre dois golos de café, curiosamente num café sem nome à vista, penso nela e na importância que tem hoje para a cidade de Chaves.

Para começo, é preciso situá-la: vai do Tabolado ao Forte de S. Francisco, numa ladeira suave contendo do seu lado esquerdo (quem sobe, para Norte) o que resta e evoluiu do antigo casario, ficando o novo do lado oposto, no local do antigo mercado e tendo a meio o Centro Comercial Charlot. É uma rua interessante e com algumas características interessantes.

|adaptado de imagem do Google Earth|

Quanto à designação, e apesar de a toponímia de Firmino Aires (AIRES, F. 1990. Toponímia flaviense. C. Mun. Chaves) se referir a ela como a rua Cândido dos Reis e de haver referência escrita a uma anterior designação como rua das Amoreiras (plantadas segundo aquela fonte, como incentivo ao comércio de tecidos - seda em especial), o nome mais usado é rua do Olival, cuja origem estará relacionada com um antigo olival que existira para os lados do Forte, provavelmente no local onde agora é um estacionamento público, e cujo azeite serviria (provavelmente) a capela de Nª Sª da Lapa que ainda ali se encontra. Hoje, desde a intervenção POLIS, esta rua tem, de facto, oliveiras, fazendo jus ao nome.

|digitalizado a partir de ilustração de AIRES, F. (1990)|


|rua do Olival, com Tribunal ao fundo, em Junho de 2009|


|rua do Olival, com Forte de S. Francisco ao fundo, em Junho de 2009|


|pormenor da folhagem e floração das Olea europaea existentes actualmente|


Como se disse, o traçado desta rua é uma verdadeira viagem pela história da ocupação humana de Chaves; o início está ligado aos períodos de ocupação romana (e árabe, posteriormente) com a presença das Termas Romanas postas a descoberto vai para dois anos, passando pela evolução medieval de muralhas (ou dos seus restos) existentes e correspondendo a construções, destruições e reconstruções das mesmas e do casario, principalmente da parte exterior da cidade medieval (tabolado); muralhas essas que ainda estão presentes (Séc. XVII e posteriores) - visíveis sob a forma de muretes/ canteiros de Bergenia cordifolia (na maioria é mesmo terra batida) e que separavam o desnivel que vai da rua para o antigo mercado. O final da rua liga dois polos importantes: as traseiras do Convento de Freiras da Ordem de Nª Sª da Conceição (actual Escola Secundária Fernão de Magalhães ou, simplesmente, o Liceu), erigido em Janeiro de 1685 e o Largo de Nª Sª da Lapa, em frente ao Forte de S. Francisco - antigo convento franciscano de Nª Sª do Rosário.

Recordo que Chaves recebeu o primeiro Foral de D. Dinis em 15 de Maio de 1258 e o Foral Novo de D. Manuel em 7 de Dezembro de 1514, sendo mandados erigir por essa altura os dois Fortes existentes na cidade (S. Francisco e S. Neutel), sendo elevada a categoria de Cidade em 12 de Março de 1929, pelo Decreto 16.621.

Bom, um aspecto interessante é a utilização desta rua - comércio e circulação, que parece manter-se inalteravel com o passar do tempo - cada vez mais vital (na minha opinião) para o fluir da cidade.

Vale a pena percorrê-la a pé e devagar, disso não tenho a menor das dúvidas!

Não é possível amar uma cidade e intervir nela activamente sem a conhecer.
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