segunda-feira, 18 de maio de 2009

Poluição Luminosa

Nos passados dias 2 e 9 de Maio realizou-se em Chaves uma actividade denominada "noites de astronomia" (e em que tive o prazer de participar, diga-se), junto à ponte pedonal do Parque Urbano de Chaves, dado que em 2009 se comemora o Ano Internacional da Astronomia e os 400 anos de observação telescópica, iniciada por Galileu.

Bom, a segunda noite foi especialmente interessante porque abordou, do ponto de vista do astrónomo amador, e excelente orador/animador Paulo Coimbra, o tema que titula este post e é sem dúvida um assunto que nos toca a todos e dá muito que pensar.

Antes de mais será melhor observar bem a imagem anterior (que se refere ao mapa de iluminação nocturna de Portugal Continental) e se calhar dar uma "espreitadela" aos links que ela contém ... e já agora reparem nas "manchas" que mais me interessam: Chaves e Vila Real ou Bragança ... curioso!

Bom, do meu ponto de vista, pode até haver polémica nos diversos caminhos (e aqui não há rotas de Santiago que nos valham) que nos levem até à obtenção do melhor compromisso nos permita ter um pouco dos dois mundos - Claro e Escuro.

Por mim, não consigo conceber um espaço público e verde que apenas tenha utilidade efectiva em determinadas horas do dia. Seria estar a introduzir restrições de diversa ordem onde elas não podem existir sob o risco de se auto-desvirtuar (e tenho em mente especialmente algumas lições de Arquitectura do Arquitecto Paisagista Professor Nazaré Pereira que, em resumo, me fizeram compreender que um espaço que não é usado, dificilmente poderá ser conservado e vice-versa), defendendo igualmente que a iluminação dos espaços públicos deveria ser levada a cabo de forma a projectar a luz em direcção ao solo, onde ela é necessária.

Talvez a verdadeira questão não esteja na quantidade de iluminação (porque, em muitos casos é necessária) mas sim a qualidade da mesma, saltando então para outra dimensão do problema - o custo. (Sim, não haja dúvidas, a qualidade paga-se!).

Desconheço em absoluto se existem ou não, mas sou de acordo com a obrigatoriedade de, em espaço público pelo menos, haver estudos de iluminação, mas estudos a sério, nos quais não considero caberem aqueles que apenas ficam muito bonitos nos trabalhos de renderização.

Ou seja: Legislação - Fiscalização - Bom senso.

Consegui deixar no ar alguma polémica? Excelente, vamos à discussão das ideias e, preferencialmente, à pratica.

Ficaram indiferentes? Não se preocupem, estão perfeitamente enquadrados com a média estatística da malta que vive de e no NPP (Nacional Porreirismo, Pá).

Post Scriptum : Nunca imaginarão, por muito que se esforcem, o que eu já me diverti (divertir é a palavra adequada porque, para mim, o acto de aprender é, sobretudo um prazer) a pesquisar sobre o tema!

4 comentários:

Zé Furtado disse...

Amigo Reis, é sem duvida um assunto da qual nunca me tinha apercebido. Um assunto que merece algum cuidado de quem de direito.

PS: Só um pequenino reparo, qual dizes "(que se refere ao mapa Português de iluminação nocturna)", talvez queiras dizer "mapa de Portugal Continental" ;)
Muito Longe, mas como nunca perco as minhas raízes, sou sempre chato com isso ;)

Continua, estou a adorar o teu blog, onde sinceramente vou aprendendo sempre mais coisas...
Um grande Abraço

Anónimo disse...

Zézinho ...

TENS TODA A RAZÃO!

Somos todos Portugueses mas este mapa é mesmo de Portugal Continental, como é óbvio!.

Vou emendar já de seguida.

1 abraço do tamanho do Continente para o Norte da Europa, passando nas ilhas, claro está.

P.S. Chatas são as carraças dos cães, não os amigos :)

REIS

Fernando Reis disse...

Zé, Juro que procurei na rede o mapa relativo ás ilhas e nada encontrei.

Se por acaso conseguires, manda-mo que eu publico. É que o tema é mesmo importante!

Abraço.

Zé Furtado disse...

Ok, Reis, vou dar uma vista de olhos e se encontrar algo, envio-te :)
Grande Abraço

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