quinta-feira, 3 de junho de 2010

INFINITO

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Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha que cais!

Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quimeras irreais,
Não valem o prazer duma saudade!

Tu chamas ao meu seio, negra prisão!
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbres o brilho do luar!...

Não 'stendas tuas asas para o longe..
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela, a soluçar...


"Anseios", poema de Florbela Espanca

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3 comentários:

lis disse...

Coração doído , deixe-o quietinho rsrs
lindo poema da poeta portuguesa ,mais lindo são s fotos dos telhados ao infinito.
parabéns Fernando
um luxo essas fotos.
abraços

Patricia s2 disse...

As vezes o que precisamos é que o mundo se cale para que possamos colocar as cores do nosso mundo do lugar, porque estamos tão confusos com o dia-a-dia que misturamos as cores primárias e esses novos caminhos podem trazer alegria,mas também tristezas. é necessário que seja o pintor de nossa "arte".

Fernando Reis disse...

Podia personalizar mas ambas têm razão. Há imagens a que não podemos de dar significados muito pessoais.

Como estas duas.

Obrigado pelas vossas visitas e pelos vossos comentários.

Abraços.

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