quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Tempo



Sob o caramanchão de glicínia lilás
As abelhas e eu
Tontas de perfume
Lá no alto as abelhas
Doiradas e pequenas
Não se ocupavam de mim
Iam de flor em flor
E cá em baixo eu
Sentada no banco de azulejos
Entre penumbra e luz
Flor e perfume
Tão ávida como as abelhas






Nota:. já não há aqui flores daquele lilás, mas o caramanchão continua à espera de "clientes".




-
Foto: F.Reis(c)2011
Local: Chaves
Poema: "Naquele tempo" de Sophia de Mello Breyner Andresen, cit. in ILUSTRACAODOVAZIO
-

5 comentários:

mfc disse...

Uns lindos momentos em que a reflexão é raínha!

João Menéres disse...

Maravilhoso este hino da Sophia às glicínias e às abelhas !
Ela que as tinha na Quinta do Campo Alegre.

Também não estou a localizar este caramanchão, Fernando...


Um abraço.

Patricia Thomaz disse...

Também estou a procura... simplesmente lindo. beijinhos.

Fernando Reis disse...

Nem mais MFC, nem mais ...

João: este em especial fica nas caldas de Chaves, no interior do buvete das águas termais, agora em pleno Parque Urbano (e encerrado temporariamente) - ao fundo vêem-se as janelas do hotel Aquae Flavia. Este é o espaço interior e não é propriamente um caramanchão mas antes uma pérgola, que cria, desde que "nasceu" este espaço um ambiente bucólico, convidativo ao descanso e à reflexão. Não esquecer que é um espaço destinado a tratamentos (bebida) de águas termais.

Patricia: também eu ... se calhar também todos nós.

Um abraço aos 3.

João Menéres disse...

Obrugado, Fernando.
Já sei bem onde é.

Um abraço.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

OS 7 MAIS LIDOS