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sexta-feira, 23 de março de 2012

DOMINGO DE FLORES

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FOLHADO ... era a resposta acertada ao desafio macroVEGETAL#13


[acertaram na resposta a Montse e a Lisete Costa. Contribuíram ainda para o desafio, o João Menéres, a Maria, a Maria Lúcia e o MFC. A todos o meu OBRIGADO sincero]




Folhado-comum e milfolhado (ou, em Espanha, durillo, duraznillo, durazno, barbahija, barbadija, laurel de Alejandría, laurel de poetas, laurel salvaje, lila del campo, sauquillo, laurentino, laurentina, tino, etc. - gracias Montse) são outros dos nomes comuns do Viburnum tinus L., uma arbustiva da família das Adoxaceae, endémica na Região Mediterrânea ocidental: Sul da Europa, Norte de África e Ilhas atlânticas, que tem por habitat preferencial matagais e áreas ripícolas.


Espontâneo em climas mediterrânicos, tanto aceita os solos ácidos como básicos, com preferência por solos ligeiros, frescos e ricos em húmus. Suporta um certo ensombramento em galerias ribeirinhas e matas frescas e sombrias.

Tem um crescimento rápido (que pode alcançar até uns 6 a 7m de altura, com uma copa densa e arredondada) em jovem, abrandando com a idade (pode facilmente ultrapassar os 40 anos), sendo bastante tolerante à poda com uma regeneração rápida, mesmo dos ramos mais velhos.


As folhas, perenes e verdejantes, podem persistir de 2 a 3 anos, distribuídas em pares opostos, com 4 a 10 cm de largura e e 2 a 4 cm de comprimento com bordas inteiras. Devido à cor das folhas, o folhado, pode ser confundido com o loureiro (Laurus nobilis L.), com o qual não partilha o característico cheiro.


As flores são brancas produzindo-se uma floração abundante de Janeiro a Junho, aparecendo primeiro os botões rosados e, depois as pequenas flores branco-nacaradas. Hermafroditas, as flores apresentam cinco estames alternados com 5 pétalas, reunidas em cimeiras corimbiformes de 5 a 10 cm de diâmetro. O fruto é uma drupa de coloração azul escuro a preto com 5 a 7 mm de comprimento.

Paisagisticamente o seu interesse reside precisamente no facto de ser perene e de ter uma floração (do Outono até à Primavera) densa, com uma coloração que, dos tons rosados, se transforma em bouquets de cor branca, persistindo na mesma planta vários tons interessantes. É uma das espécies cultivadas extensivamente na Europa ocidental (e norte da América do Norte) como planta ornamental.


O facto de ser uma das plantas resistentes à poluição urbana e de suportar relativamente bem as diferentes operações (podas) são outros factores a ter em conta. A planta tem um rápido crescimento quando vive nas condições ideais, como Invernos temperados, tal como se verificou este ano.


É um arbusto com um comportamento "plástico" em relação à composição, podendo ser tanto o "rei" de um canteiro ou do recanto de um jardim como formar um maciço ou uma sebe diferente e muito florida, sem esquecer que pode igualmente ser apresentado simplesmente em vaso.


Como curiosidades dizem-nos os antigos que os seus frutos eram usados como purgante e as folhas, muito amargas, em infusão, eram usadas como febrífugo (para o combate à febre).




BONS DOMINGOS FLORIDOS (aproveitem e espevitem os sentidos com todas as cores, todos os sons e todos cheiros que andam já à solta. Eu, por mim, vou aproveitar e andar uns dias espalhado por aí ... ).



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Fotos: F.Reis(c)2012
Locais: Vila Real, Chaves, Condeixa-a-Nova, Fátima e Bendafé
Texto: adaptado de vários autores
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folhados na rede:
pt.wikipedia.org
arvoresdeportugal.free.fr
www.jardineiro.net
www.jb.utad.pt/pt/herbario e www.jb.utad.pt/pt/jardins
www.florestar.net
www.cgd.pt
naturdata.com
www.drapc.min-agricultura.pt
www.florcerta.com
ww.rainyside.com
botanicmontserrat.blogspot.com, AQUI e AQUI
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DOMINGO DE FLORES: chorão-das-praias

5 Comentários

Chorão, chorões ou bálsamo são outros nomes comuns da Carpobrotus edulis L., uma planta suculenta, caméfito rastejante, nativa da região do Cabo, na África do Sul (subespontânea no SW Europa, Norte de África, Austrália, Nova Zelândia, EUA e Macaronésia), da família Aizoaceae e que tem por habitat as areias litorais.




Floresce entre Março e Junho, produzindo-se então flores com 8 a 10 cm de diâmetro, de cor amarela a purpurescente e estames numerosos e com estaminódios semelhantes a pétalas. Por seu lado, o fruto (popularmente designado por figo dada a sua semelhança com um sicónio), é comestível, passando de verde a amarelo ou avermelhado com o amadurecimento e produzindo um odor pungente quando esmagado.



Cultivada como fixadora de dunas pode facilmente tornar-se uma invasora, aliando o seu vigoroso crescimento vegetativo - que pode levar à formação de extensos tapetes contínuos, impenetráveis, que substituem a vegetação nativa e impedem o seu (re)estabelecimento, acabando assim a primeira linha de defesa natural contra a subida do mar - à potencial fácil dispersão das suas sementes (por pequenos mamíferos), sendo considerada por muitos como um dos principais destruidores dunares (a par com o factor humano).




Nota:. Como bem refere Fernanda Delgado do Nascimento no seu blogue (a primeira referência em baixo), entende-se como “espécie invasora” uma espécie susceptível de, por si própria, ocupar o território de uma forma excessiva, em área ou em número de indivíduos, provocando uma modificação significativa nos ecossistemas.




Um excelente Domingo, em que todos possamos ser "invadidos" por flores!




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Fotos: F.Reis(c)2009
Local: Póvoa de Varzim
Fontes principais: Wikipédia e Universidade de Coimbra (projecto Invaders I e II: Plantas Invasoras em Portugal)


Chorão-das-praias na rede:

. floresdoareal.blogspot.com
. o-blog-verde.blogs.sapo.pt
. pt.wikipedia.org
. http://www1.ci.uc.pt/invasoras/files/1chorao-da-praia.pdf
. naturdata.com
. www.jb.utad.pt/pt/herbario
. siaram.azores.gov.pt
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sábado, 19 de novembro de 2011

DOMINGO DE FLORES: kiwi

6 Comentários

Quivi ou quiuí (para além das designações groselha chinesa ou melonette, que não vingaram) são outros dos nomes comuns da Actinidea deliciosa LIANG & FERGUSON (e muitos dos seus híbridos), uma planta trepadeira lenhosa pertencente à família das Atinidiaceae - o género, com cerca de 70 espécies, inclui arbustos que atingem os 6m de altura e trepadeiras cuja extensão chega a atingir cerca de 30m.



É originária do sul da China (estende-se ainda a Taiwan, Coreia, Japão e sudeste da Sibéria e Indochina), nos vales do rio Yangtze e da província de Sichuan, onde é produzida pelos seu frutos, considerados uma iguaria, já lá vão uns bons 700 anos.


A partir do nome "groselha chinesa" ou "melonette", em meados do século XX, o fruto foi rebaptizado na Nova Zelândia, o primeiro país onde foi produzido comercialmente em larga escala (as razões da mudança de nome prenderam-se com a procura de um nome comercial apelativo pelo seu exotismo e com a necessidade de evitar as altas tarifas então impostas pelos Estados Unidos da América às groselhas e aos melões). Fica assim conhecido por "kiwi", uma palavra maori que designa também uma ave terrestre endémica na Nova Zelândia.




A sua cultura expandiu-se a partir da China, nos primeiros anos do século XX, quando sementes da planta foram levadas para a Nova Zelândia por Isabel Fraser, directora de um colégio feminino em Wanganui (o Wanganui Girls' College), que tinha estado de visita a escolas missionárias no sul da China. As sementes foram plantadas em 1906 por um viveirista de Wanganui, Alexander Allison, tendo produzido os primeiros frutos em 1910.

Em Portugal, a cultura foi iniciada na década de 70 pelo Dr. Ponciano Serrano que trouxe de França as plantas e plantou o primeiro pomar, reconhecendo as excelentes condições edafo-climáticas da Região para a produção de kiwis.



O interesse principal desta espécie dióica (os dois sexos separados em exemplares específicos - masculinos e femininos) reside no seu fruto que é considerado o fruto comercial com maior quantidade de vitamina C já identificado, além de ser particularmente rico em alguns oligoelementos, como o magnésio, o potássio e o ferro e a sua popularidade deve-se, principalmente, à combinação apetecível entre sabor, valor nutricional, aspecto ímpar e originalidade na denominação.

Os frutos são ovais, com o tamanho aproximado de um ovo de galinha, com uma casca fibrosa, baça, castanho-esverdeada que recobre uma polpa verde brilhante ou verde-amarelada que contém fileiras de pequenas sementes negras comestíveis. Quando maduro o fruto é sumarento e macio, com um paladar e cheiro muito característicos.



Não é de descurar como interessante, o facto de ambos os sexos produzirem flor (parece-me (pelas estruturas observadas e pela literatura consultada, que as fotos apresentadas aqui, se reportam todas a um exemplar feminino).




Apesar de ter sido declarado como Fruto Nacional da República Popular da China, é a Itália que lidera a lista dos maiores produtores mundiais do fruto, seguida da Nova Zelândia, Chile, França, Grécia, Japão e Estados Unidos da América.



DOMINGO DELICIOSO PARA TODOS!



O meu agradecimento a todos os que tentaram "adivinhar" qual era a planta no desafio macroVEGETAL#8, em especial à Cármen Nóbrega, que acertou em cheio no desafio, também lançado na minha página do facebook.


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Fotos: F.Reis(c)2010 e F.Reis(c)2011
Local: Vila Nova, Cernache - Condeixa-a-Nova
Texto: adaptado de várias fontes

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o kiwi na rede:

. WIKIPEDIA ou WIKIPEDIA
. APK (ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE KIWICULTORES)
. NESTLÉ
. blogue DIAS COM ÁRVORES
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

DOMINGO DE FLORES: moedas-do-Papa

7 Comentários
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Cetim-branco, dinheiro-do-Papa, lunária ou medalha-do-Papa são alguns dos nomes comuns da Lunaria annua L. (com a sinonímia Lunaria biennis MOENCH., que deriva do facto de se tratar de uma planta bienal que frequentemente adopta um ciclo de vida anual.



É uma espécie da família das Cruciferae (Brassicaceae), espontânea no Sudeste da Europa, ocupando frequentemente os espaços ruderais e terrenos cultivados.


(Como se observa, as larvas de Pieris brassicae L. (lagarta-das-couves) gostam muito de se alimentar desta planta)


Paisagisticamente o seu interesse reside tanto na sua floração (que ocorre entre Abril e Julho) com rácimos de flores inodoras de cor violácea ou branca como (e, especialmente) nas suas vagens (silíquas) achatadas, grandes, de perfil arredondado, translúcidas (sendo provavelmente por isso que os ingleses a denominem por "honesty") e que persistem na planta após a disseminação das sementes (reniformes).


(esta foi a imagem que serviu de base para a macroVEGETAL#2)



As silíquas assumem ao longo do tempo uma variação de coloração muito interessante que passa dos diferentes tipos de verde aos castanhos mais variados.




(o aspecto geral de uma lunária em meados de Setembro)




Um bom FIM-DE-SEMANA para todos que eu vou andar por AQUI

(e o meu agradecimento a todos os que comentaram a foto macroVEGETAL desta semana)



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Fotos: F.Reis(c)2011.04; 2011.06 e 2011.08
Local: Bendafé e Vila Real
LinkTexto: Adaptado de várias fontes, em especial da FLORA DIGITAL DE PORTUGAL (Jardim Botânico da UTAD) e do blogue DIAS COM ÁRVORES
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