
(aquece-me hoje
a iridescência de ser
ínfima parte pulsante
num planeta à luz do sol)
saio de mim sem deter-me
em quezilices banais,
em valores de julgamento,
em crises interplurais,
em dores de ressentimento
(ou dolorosos sentimentos),
em águas superficiais,
em sabões de polimento:
e sou bola de sabão,
subo além das sete cores,
conquisto um ponto no espaço
que me clarifica a visão
e justifica o cansaço
de tantos ódios e amores...
do alto,
lá bem do longe,
somos só iridescências
se a luz nos toca a azul...
no fundo,
lá bem do alto,
somos um ponto final.
a iridescência de ser
ínfima parte pulsante
num planeta à luz do sol)
saio de mim sem deter-me
em quezilices banais,
em valores de julgamento,
em crises interplurais,
em dores de ressentimento
(ou dolorosos sentimentos),
em águas superficiais,
em sabões de polimento:
e sou bola de sabão,
subo além das sete cores,
conquisto um ponto no espaço
que me clarifica a visão
e justifica o cansaço
de tantos ódios e amores...
do alto,
lá bem do longe,
somos só iridescências
se a luz nos toca a azul...
no fundo,
lá bem do alto,
somos um ponto final.
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Foto: F.Reis(c)2011 - um rebordo de bacia iluminada pela luz de uma lua quase cheia
Local: Bendafé
Poema: "Ponto Final" de Sterea, cit. in LUSO-POEMAS
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