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domingo, 26 de agosto de 2012

DOMINGO DE FLORES: Glicínia

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Glicínia ... era a resposta acertada ao desafio de Agosto.


Wistéria-japonesa, wistéria, cachos-roxos ou lilases são outros dos nomes comuns da Wisteria sinensis (SIMS) SWEET, uma trepadeira da família das Fabaceae (Leguminiosae), originária da China, como o seu nome científico faz adivinhar.



 
 Planta vigorosa e lenhosa, a glicínia produz belos cachos de flores de coloração branca, lilás (como é o caso das fotografadas por mim) ou rosada. Os cachos de flores têm um tamanho que não ultrapassa 30 cm, com flores que surgem em todo o seu esplendor na Primavera-Verão.


As flores são claramente zigomórficas (flores com simetria bilateral, que podem ser divididas unicamente em duas partes iguais) com as sépalas unidas num tubo e, tipicamente, com duas pétalas laterais (asas) livres e duas pétalas inferiores interiores e (geralmente) parcialmente aderentes umas às outras com pêlos marginais de ligação formando uma quilha. Cada flor possui entre 5 a 10 estames.


 





Como se trata de uma espécie da família das favas, das ervilhas ou dos feijões (para citar alguns apenas), as sementes, obviamente, estão dentro de uma vagem. No entanto é necessário ter em atenção que estas não devem ser ingeridas, por serem tóxicas.

















Paisagisticamente, é indiscutível o seu grande valor ornamental, podendo encontrá-la cultivada isoladamente ou combinada com uma ou mais variedades, resultando em belos efeitos no revestimento de caramanchões ou enroscando-se em troncos de árvores, colunas, muros, grades e portões, trazendo aos jardins ou espaços ajardinados um carácter romântico e bucólico, perfumando agradavelmente o ar durante todo tempo da floração. Além destas aplicações, nos jardins ou varandas, podem ser igualmente cultivadas como um arbusto (e até mesmo como um bonsai) ou plantadas em vasos grandes ou caixas. O importante será assegurar um local que suporte bem o crescimento das raízes e, preferencialmente um bom suporte que permita à planta crescer e atingir o seu esplendor. Aliado ao aspecto visual temos que considerar ainda o odor que, na glicínia, pode ser agradavelmente doce e suave, dando algum significado histórico a palavras como "romântico" ou "bucólico".

Ficam alguns exemplos:

Em Chaves, no "bouvette" das Caldas, em Caramanchão

 Em Vila Nova, Cernache, suportada num corrimão


Em Óbidos, ornamentando uma parede

 
Em Chaves, na Quinta do Rebentão, cobrindo uma cerca metálica

Para além destes aspectos temos que realçar ainda que o vigor, a resistência ao frio e a longevidade, fazem igualmente parte das suas "qualidades", bem como o facto de ser muito apreciada pelas abelhas, fazendo dela uma espécie valiosa também para os apicultores.

Fica, para finalizar, a indicação que em Portugal (mais especificamente em Penacova - Coimbra) existe uma glicínia com 89 anos, classificada pela AFN (Autoridade Florestal Nacional) como árvore de interesse público (são duas mas apenas uma delas me prendeu a atenção), que farei questão de visitar numa próxima oportunidade.


UM BOM DOMINGO FLORIDO PARA TODOS!


(e ESTE é o link para um excerto do poema referido no passado dia 5)

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Fotos: F.Reis(c)2012
Locais: Bendafé, Condeixa-a-Nova, Chaves
Texto: Adaptado de várias fontes
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sexta-feira, 23 de março de 2012

DOMINGO DE FLORES

2 Comentários
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FOLHADO ... era a resposta acertada ao desafio macroVEGETAL#13


[acertaram na resposta a Montse e a Lisete Costa. Contribuíram ainda para o desafio, o João Menéres, a Maria, a Maria Lúcia e o MFC. A todos o meu OBRIGADO sincero]




Folhado-comum e milfolhado (ou, em Espanha, durillo, duraznillo, durazno, barbahija, barbadija, laurel de Alejandría, laurel de poetas, laurel salvaje, lila del campo, sauquillo, laurentino, laurentina, tino, etc. - gracias Montse) são outros dos nomes comuns do Viburnum tinus L., uma arbustiva da família das Adoxaceae, endémica na Região Mediterrânea ocidental: Sul da Europa, Norte de África e Ilhas atlânticas, que tem por habitat preferencial matagais e áreas ripícolas.


Espontâneo em climas mediterrânicos, tanto aceita os solos ácidos como básicos, com preferência por solos ligeiros, frescos e ricos em húmus. Suporta um certo ensombramento em galerias ribeirinhas e matas frescas e sombrias.

Tem um crescimento rápido (que pode alcançar até uns 6 a 7m de altura, com uma copa densa e arredondada) em jovem, abrandando com a idade (pode facilmente ultrapassar os 40 anos), sendo bastante tolerante à poda com uma regeneração rápida, mesmo dos ramos mais velhos.


As folhas, perenes e verdejantes, podem persistir de 2 a 3 anos, distribuídas em pares opostos, com 4 a 10 cm de largura e e 2 a 4 cm de comprimento com bordas inteiras. Devido à cor das folhas, o folhado, pode ser confundido com o loureiro (Laurus nobilis L.), com o qual não partilha o característico cheiro.


As flores são brancas produzindo-se uma floração abundante de Janeiro a Junho, aparecendo primeiro os botões rosados e, depois as pequenas flores branco-nacaradas. Hermafroditas, as flores apresentam cinco estames alternados com 5 pétalas, reunidas em cimeiras corimbiformes de 5 a 10 cm de diâmetro. O fruto é uma drupa de coloração azul escuro a preto com 5 a 7 mm de comprimento.

Paisagisticamente o seu interesse reside precisamente no facto de ser perene e de ter uma floração (do Outono até à Primavera) densa, com uma coloração que, dos tons rosados, se transforma em bouquets de cor branca, persistindo na mesma planta vários tons interessantes. É uma das espécies cultivadas extensivamente na Europa ocidental (e norte da América do Norte) como planta ornamental.


O facto de ser uma das plantas resistentes à poluição urbana e de suportar relativamente bem as diferentes operações (podas) são outros factores a ter em conta. A planta tem um rápido crescimento quando vive nas condições ideais, como Invernos temperados, tal como se verificou este ano.


É um arbusto com um comportamento "plástico" em relação à composição, podendo ser tanto o "rei" de um canteiro ou do recanto de um jardim como formar um maciço ou uma sebe diferente e muito florida, sem esquecer que pode igualmente ser apresentado simplesmente em vaso.


Como curiosidades dizem-nos os antigos que os seus frutos eram usados como purgante e as folhas, muito amargas, em infusão, eram usadas como febrífugo (para o combate à febre).




BONS DOMINGOS FLORIDOS (aproveitem e espevitem os sentidos com todas as cores, todos os sons e todos cheiros que andam já à solta. Eu, por mim, vou aproveitar e andar uns dias espalhado por aí ... ).



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Fotos: F.Reis(c)2012
Locais: Vila Real, Chaves, Condeixa-a-Nova, Fátima e Bendafé
Texto: adaptado de vários autores
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folhados na rede:
pt.wikipedia.org
arvoresdeportugal.free.fr
www.jardineiro.net
www.jb.utad.pt/pt/herbario e www.jb.utad.pt/pt/jardins
www.florestar.net
www.cgd.pt
naturdata.com
www.drapc.min-agricultura.pt
www.florcerta.com
ww.rainyside.com
botanicmontserrat.blogspot.com, AQUI e AQUI
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SINAIS

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"Chupa cana chupador de cana na cama chupa cana chuta cama cai no chão"





Ufa! No estado em que este "à beira-mar plantado" vai, ainda nos é permitido fazer alguma coisa ...




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Foto: F.Reis(c)2011
Local: Condeixa-a-Nova, na montra de uma loja
Texto inicial: Trava-línguas recolhido na WIKIPÉDIA

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domingo, 9 de outubro de 2011

DOMINGO DE FLORES: buganvílea

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Primavera, três-marias, sempre-lustrosa, Santa-Rita, ceboleiro, roseiro, buganvília-do-Brasil, roseta, riso, pataguinha, pau-de-roseira ou flor-de-papel são outros nomes comuns da Bougainvillea sp. (no caso penso tratar-se de dois exemplares de Bougainvillea spectabilis WILLD.), da família das Nyctaginaceae, que conta com cerca de 18 espécies originárias da América do Sul (climas tropicais e subtropicais).


O seu nome científico ficará para sempre ligado ao matemático, navegador e explorador Almirante Lois-Antoine, conde de Bougainville (1729-1811), que "descobriu" esta espécie no Brasil (entre 1767 e 1768) numa longa viagem à volta do mundo.


Trata-se de uma planta arbustiva, por vezes trepadora com caule e ramos aculeados, folhas alternas, inteiras, de lanceoladas a ovadas avermelhadas.



As flores pequenas e tubulosas (nos casos observados, de cor branca) são envolvidas por brácteas de cores diversas (frequentemente púrpura ou violácea, umas vezes de cor branca ou amarelo-torrado) com a floração a ocorrer entre os meses de Abril e Setembro.


Em termos paisagistas, claro está que os aspectos mais interessantes são o facto de esta planta poder ser, ou comportar-se, como uma trepadeira, cobrindo espaços verticais menos interessantes de uma forma especial e rápida e, evidentemente, a cor das suas brácteas, geralmente quente e intensa (deixando uma impressão forte a quem a observa), o que torna esta planta num excelente elemento focal.




Nota:. no desafio macroVEGETAL#4, a MONTSE, com o seu olhar experiente, acertou no nome da planta, tão rapidamente que nem deu tempo ao MFC, à LIS ou à SARA para também acertarem (o meu obrigado a todos pela participação).


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Fotos: F.Reis(c)2011
Local: Vila Nova, Cernache, Condeixa-a-Nova

Na rede:

#1 - blogue FELIZMENTE HÁ LUAR (foto de buganvílea)
#2 - sítio AGGIE HORTICULTURE
#3 - dicionário AULETE
#4 - WIKIPEDIA (Lois Antoine de Bougainville)
#5 - WIKIPEDIA (Bougainvíllea)
#6 - sítio HEAR - PLANTS OF HAWAII
(Bougainvillea sp.)
#7 - sítio HEAR - PLANTS OF HAWAII (Bougainvillea spectabilis)
#8 - sítio GFLORA.COM - ENCICLOPEDIA OF HOUSE PLANTS (Bougainvillea)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

DOMINGO DE FLORES: pimenta-campainha

4 Comentários
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Pimenta-campainha, piri-piri, pimenta-aji são alguns dos nomes comuns da Capsicum baccatum L., uma espécie de pimenta originária do Peru (muito utilizada na culinária) da qual existem diversas variedades (no Brasil são conhecidas sobretudo três variedades desta espécie: pimenta-dedo-de-moça, pimenta-cumari e cambuci).


aspecto geral de um canteiro de C. baccatum L.


Neste caso em particular julgo tratar-se da variedade europeia "Bishop's Crown", com os seus característicos frutos tri-lobados em forma de campainha e flores que apresentam manchas amarelo-esverdeadas nas pétalas.


a flor com as características manchas nas pétalas


a folhagem


os frutos com as variações típicas de tonalidade


B O A
S E M A N A !





Nota:. a LIS (flor-de-lis) e a MONTSE (botanic serrat) acertaram na MACROvegetal#3, ao identificarem, pelo fruto, esta espécie.



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Fotos: F.Reis(c)2011
Local: Vila Nova de Cernache - Condeixa-a-Nova
Texto: Adaptado de várias fontes

Pimentas na net:
#1 - http://www.cnph.embrapa.br/capsicum/especies.htm
#2 - https://www.pimentas.org/forum/
#3 - http://pimentasweb.blogspot.com/
#4 - http://bloguedoreis.blogspot.com/2011/07/domingo-de-flores-pimenteira.html
#5 - http://www.uni-graz.at/~katzer/engl/Caps_fru.html

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