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sábado, 13 de outubro de 2012

Esperança

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Tantas formas revestes, e nenhuma
Me satisfaz!


Vens às vezes no amor, e quase te acredito.
Mas todo o amor é um grito
Desesperado
Que apenas ouve o eco...

 Peco
Por absurdo humano:
Quero não sei que cálice profano
Cheio de um vinho herético e sagrado.  




(estou de volta - bem devagarinho - para tomar conta do meu jardim)




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Foto: F.Reis(c)2012
Local: Bendafé
Poema: "Esperança" de Miguel Torga, in 'Penas do Purgatório' cit in http://www.citador.pt/poemas/esperanca-miguel-torga

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

UMA FLOR

1 Comentários
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Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor!



Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.

:Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!

As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!

Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algLinkumas dessas linhas, ou todas.

Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!


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foto: F.Reis(c)2011, uma dália (ou dahlia, se preferirem) muito especial
Local: Bendafé
Poema: "A Flor" de Almada Negreiros, encontrado no sítio AS TORMENTAS

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