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terça-feira, 24 de março de 2009

Kerkythea, sim senhor.

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[a imagem tem link para a pasta de imagens do sítio do programa]

[esta tem o link do sítio do programa]

Arrisco uma aposta forte neste software (que já referenciei no outro blogue em que participo regularmente).

Porquê?

1. porque é FREEWARE, ou seja GRÁTIS (de borla... mesmo!)
2. porque cumpre muito bem a sua função, ou seja e em resumo, trabalha em prol de uma excelente renderização 3D
3. está "carregadinho" de plugins de integração com outros sistemas e softwares, como

3dsMax-Gmax
Blender
SketchUp

4. está disponível para vários sistemas operativos

Kerkythea 2008 Echo for Linux
Kerkythea 2008 Echo for MacOSX
Kerkythea 2008 Echo for Windows

5. Se já disse que era grátis anteriormente então este ponto não conta ...

6. Ninguém me paga pela publicidade. Eu uso mesmo o programa.

E pronto! deliciem-se mas é com as imagens, incluindo os links seguintes de que têm mãozinha portuguesa na realização (do projecto profissional e do vídeo). Quem os disponibilizou foi Vasco Rola.

http://arqblog.com/2008/09/04/pavilhao-overhoeks-na-arcam/

http://arqblog.com/2008/07/25/nuove-scuole-per-la-citta-delle-culture-prato-italia/

link do programa: http://www.kerkythea.net/joomla/

sábado, 7 de março de 2009

Modelos em SketchUp - Mobiliário Urbano

1 Comentários
Este Link remete para uma pasta que contém cerca de 28 modelos em sketchup (bancos, assentos, cadeiras, ...), elaborados por mim, à escala 1:1 , com base em modelos reais de marcas mais ou menos conhecidas (como a escofet...) de equipamentos urbanos e que costumo usar para ilustrar apresentações.

O único senão é que só podem ser "lidos" na versão 7.0 daquele programa, do qual uso a versão free (se calhar esta é uma oportunidade para fazerem o upgrade para a nova versão, quem sabe).

ahhh, e aceitam-se trocas!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

coisas para os "amigos do sketchup"

3 Comentários
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Com a versão free 7.0 deste programa, iniciei (mais a sério) uma viagem pelo mundo da modelação 3D, acabando por despender algum tempo a modelar virtualmente objectos reais (ou seja, modelados à escala 1:1) com o intuito de, mais tarde ou mais cedo, os poder "usar" num projecto, num render, ...

Dessa minha pequena biblioteca disponibilizo os bancos seguintes, cujos ficheiros skp têm o nome dos espaços públicos onde os observei e devem ser colocados na pasta components (no meu caso estão em C:\Programas\Google\Google SketchUp 7\Components):

É só clicar na imagem ...

1. conjunto para pic-nic no Parque Urbano de Condeixa
2. banco de madeira no Forte de S. Francisco - Chaves
3. banco de granito e metal em Celorico de Basto

4. modelo Masterlayer da Siturban

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Xadrez Paisagista ... com nevoeiro

0 Comentários
imagem de Fernando Reis: xadrez Paisagista

Nevoeiro

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer -
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Oh Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!

Fernando Pessoa in PESSOA, F. 1988. Nevoeiro. A Mensagem. terceira parte - o encoberto; III - os tempos; quinto - Nevoeiro. Círculo de Leitores, Pub. D. Quixote e Jorge Martins.

Atravessamos tempos difíceis.
Daqueles que nos põem à prova realmente, como o fizeram com os nossos antepassados todos (é só atirar seixos de dúvida para a superfície da história para podermos ver as suas ondas de choque), e isto não se resume a um sector da sociedade, nem a umas quantas actividades – há que chegue para todos, até para nós, Paisagistas.

Pelos ecos que me chegam diariamente, não há “trabalho”, pelo menos para a maioria de nós, e o que há, já está destinado à partida e mesmo assim nunca é pago pela tabela do nosso esforço – é espantoso como até neste campo é difícil um consenso ou uma norma, uma regra, uma orientação que regule a treta do mercado que existe, com custos de projecto a valer entre 4 a 5 € por hora ou 6% de 15 a 17 € por metro quadrado, muito abaixo do tabelado (que já não é), e mesmo estes era bom que fossem pagos, pelo menos a horas.
Podia acrescentar acerca deste assunto, e entre outros, o desajustamento e desadequação de partes importantes dos curricula universitários em relação ao mercado global actual; o trabalho escravo que se esconde atrás de palavras pomposas como “estágio curricular”; a forma ... como alguns concursos são ganhos; o negócio oculto, com plantas, materiais ou vistorias que ronda os projectos, etc., etc., etc. mas como aparentemente não existem (que eu saiba, ainda não foi cancelada a licença para exercer a profissão a ninguém), fico por aqui nestas considerações. Se calhar enlouqueci de vez e estou a ter alucinações…
Como se diz no poema, está na hora de por as mãos no problema da Arquitectura Paisagista nacional e agir. Não sei como, porque o processo depende de todos, principalmente da APAP que tem, pelo menos, a obrigação moral de se mexer, quanto mais não seja por respeito ás propostas da lista perdedora nas últimas eleições e que deixaram para trás um rasto de Ordem que pode ser uma solução interessante se houver interesse real pelos responsáveis em coordenar, regularizar e defender as acções dos seus membros (para o bem e para o mal), e refiro-me a uma intervenção de fundo que passe desde os curricula universitários, aos estágios, aos concursos para contratações (principalmente no sector púbico – e fica aqui a promessa de um dia revelar as estatísticas que eu próprio estou a construir acerca do envio para todos os municípios portugueses do meu CV… ainda estou em estado comatoso com algumas respostas), aos … enfim, tudo.

Penso sinceramente que este, se calhar, é o tempo de parar tudo e recomeçar de novo. Ao esforço dos “Pais” Paisagistas que definiram e implementaram esta profissão em Portugal é necessário e urgente acrescentar o esforço de regulamentar, coordenar e dirigir com traço firme e sério o futuro da profissão entre nós.

Vai uma aposta em como ainda vamos a tempo?

(por falar em tempo, não posso também de deixar de passar esta oportunidade para me questionar o que fará a APAP há dois meses com os documentos que enviei para efectuar a minha inscrição na Associação. Bem sei que não são obrigados a aceitar qualquer um – eu próprio também já não tenho idade para aceitar qualquer coisa – mas caramba! Pelo menos deveriam ter a hombridade de o justificar – porque eu não encontro justificações válidas para tanta demora. Fica o provérbio popular de autoria, para mim, desconhecida: “os bois são lentos, mas a Terra é paciente”).

Façam então o favor de reler o poema do Sr. Pessoa e usem bem a massa cinzenta que tiverem entre as orelhas.
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